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Na Semana Regional da Pessoa com Necessidades Especiais organizada pela Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação a Exposição “Comunicação Alternativa e Aumentativa” procurou “promover a sensibilização, a partilha de práticas e o envolvimento da comunidade na causa da inclusão das pessoas com necessidades especiais”.
Partindo do pressuposto que comunicar - expressar as nossas necessidades e sentimentos, fazer escolhas e aceder às diversas fontes de informação e de conhecimento - é um direito básico de todas as pessoas, esta exposição, organizada pela equipa da Divisão de Acessibilidade e Adaptação das TIC, na Biblioteca Pública Regional (BPR), teve como objectivos:
Divulgar e sensibilizar a comunidade para a importância da comunicação aumentativa e alternativa (CAA) quando a expressão oral está comprometida através da utilização de um sistema adaptado às necessidades de cada pessoa;
Divulgar produtos de apoio para a CAA, para acesso ao computador quando a utilização dos membros superiores está comprometida, para acesso à escrita quando a funcionalidade dos membros superiores é deficitária (software adaptado, software livre, digitalizadores, sintetizador de voz, periféricos adaptados, livros adaptados, grelhas de comunicação…);
Divulgar software de desenvolvimento da expressão oral para alunos surdos ou com dificuldades de linguagem, assim como software adaptado (com recurso à língua gestual portuguesa);
Divulgar os serviços prestados pela Sala de Leitura Especial da BPR junto das pessoas cegas ou com baixa visão (apoio técnico na utilização de software adaptado, empréstimo de livros em Braille…);
Alertar para a importância da acessibilidade na dinamização de actividades culturais e de lazer, nomeadamente actividades interactivas acessíveis nos museus de divulgação do património, como por exemplo a actividade: “De Palácio a Palácio: um percurso na cidade do Funchal" (entre o Palácio de S. Pedro e o Palácio e S. Lourenço);
Expor formas de adaptação de conteúdos escolares para alunos cegos, com baixa visão, dificuldades intelectuais ou desenvolvimentais, deficiência motora, disléxicos (relevos, modelos tridimensionais, Braille, ampliação e ainda em formato áudio e digital) assim como material escolar adaptado, brinquedos e jogos didácticos adaptados.
Na exposição e os visitantes tiveram a oportunidade de escrever o seu nome de forma alternativa, utilizando o alfabeto Braille, o alfabeto da Língua Gestual Portuguesa ou o SPC (símbolos pictográficos para a comunicação).
No dia 5 e no dia 7 de Dezembro, na "hora do conto" da sala de leitura infanto-juvenil foi dinamizada a história inclusiva "O Gato Amarelo". Esta história multimédia está adaptada para todas as crianças. As crianças surdas, cegas, com baixa visão ou com dificuldades na leitura tem acesso à história em língua gestual ou em formato de áudio. Foram também divulgados os livros "O Patinho Feio" e os "Chibos Sabichões". Estes livros da Editora Kalandraka têm a particularidade da adaptação portuguesa utilizar o SPC (símbolos pictográficos para a comunicação), facilitando assim o acesso à leitura das crianças com problemas de desenvolvimento (autismo, dificuldades intelectuais e desenvolvimentais ou deficiência neuromotora).
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